familiadesantos

Luciana Tsukayama

 
   

Sawubona!

 
 
 
   A parte do inglês, o zulu e africans são as línguas mais faladas aqui em Durban. Na verdade, não consegui aprender muita coisa, só mesmo o básico. Sawubona é a palavra em zulu que usamos para saudar as pessoas. Agora, falta menos de um mês para que eu possa voltar ao Brasil. Nem posso acreditar como o tempo passou tão rápido! Só tenho que agradecer a Deus pela oportunidade que Ele me deu para estar aqui neste país tão lindo! Realmente uma nação abençoada por Deus, mas que ainda sofre com muitos contrastes entre riqueza e pobreza, HIV/AIDS, famílias quebradas e marcada pela apartheid que deixou de existir a alguns anos atrás, mas que ainda é tão vivo entre o povo. África do Sul é o país com um dos maiores índice de HIV/AIDS no mundo. Muitas crianças órfãs, como resultado da morte de seus pais e inúmeras mulheres casadas infectadas por parceiros que não eram fiéis. Existe uma lenda de que se um homem infectado tiver relações sexuais com uma virgem, ele será curado. Essa mentira do inferno só ajudou a aumentar o número de estupros neste país. Com a Copa do Mundo que irá se realizar no ano que vem, existem algumas pessoas que estão trabalhando para legalizar a prostituição no país e já está havendo “importação” de mulheres para este país, de diversos países da África. Dentro da escola que eu trabalho, a FDC (Fundamentos em Desenvolvimento Comunitário), entramos na semana 9 (num total de 13 que temos)e tem sido uma honra trabalhar aqui. O grupo é muito bom, desejoso de usar as ferramentas e o conhecimento que estão recebendo para expandir o Reino de Deus nos lugares onde Deus os tem chamado. A equipe de obreiros também é uma benção. Vejo como Deus une pessoas de diferentes personalidades, culturas e dons para trabalharem juntas e acrescentar à equipe. Sem um deles, o grupo não seria o mesmo. Até meu inglês tem melhorado. Sinto que o choque inicial se foi e agora consigo entender e me comunicar melhor. É claro que sempre há espaço para aprender mais, mas vejo que houve crescimento para mim nesta área. Temos tido a oportunidade de ter professores muito bons, com experiência na área deles, e ainda, ministrando e trazendo cura para muitos dos alunos. Se quisermos ser facilitadores efetivos em desenvolvimento comunitário, precisamos estar livres de qualquer coisa que nos impeça de alcançar as pessoas que queremos servir. Transformação começa em mim primeiro. Aquilo que sei e acredito, é o que vou multiplicar, onde quer que eu for. A escola é muito mais a cerca daquilo que acreditamos e pensamos do que somente criar programas. É procurar trazer uma verdadeira renovação na mente, para nos conformar à de Cristo, e ser embaixadores do seu Reino. Um dos professores que ministrou sobre o Reino de Deus disse que como embaixadores, nós representamos e falamos somente o que o rei quer. Temos sido verdadeiros embaixadores de Deus ou temos falhado em nossa posição, trazendo nossas opiniões, que muitas vezes não estão de acordo com o que a Bíblia fala? Temos nos adaptado à cultura do Reino ou queremos mudar o que Deus nos diz, adaptando à nossa cultura? Uma vez por semana, trabalhamos em uma comunidade chamada Burlington. Um bairro que anteriormente era habitado por brancos ricos, mas que com o passar dos anos, se tornou moradia do povo Zulu, uma das inúmeras tribos da África do Sul. Existe um programa cada quarta-feira, onde temos um tempo com as crianças, servimos uma refeição e outro trabalho com as mulheres. Tudo o que é feito precisa ser traduzido para o zulu, pois a maioria deles tem um entendimento limitado do inglês. Ainda existem tantas coisas para aprender sobre este país e esta cultura, que às vezes, é muito parecida com a brasileira, mas ao mesmo tempo, tão distante. Não sei se um dia volto para esta nação, mas sou grata a Deus pela oportunidade de estar aqui neste tempo, que sei que é o tempo certo de Deus para eu estar aqui.  Esteja orando comigo por estes pontos: Pelo tempo que ainda temos como escola. Por mais revelação de Deus para nossas vidas, por todos os trabalhos acadêmicos que os alunos ainda têm que fazer. Por mim, por renovação das minhas forças. Sinto que já estou no limite das minhas energias. Pela África do Sul. Mesmo com tantos problemas, essa nação é linda, cheia de recursos naturais e com um povo lindo também       .  Obrigada pelo seu suporte e encorajamento e espero vê-lo em breve, para compartilhar várias experiências, e também, escutar de você o que Deus tem feito em sua vida. Estou voltando para Santos no começo de dezembro e para Recife, em janeiro.     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 

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